sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Encontro Nacional de Educação, em Buenos Aires, vota Frente Nacional de Lutas

O Encontro Nacional de Educação ocorreu em Buenos Aires nos 26 e 27 de novembro. Participaram do evento cerca de 130 pessoas entre professores, que vieram de várias províncias, organizações políticas, movimentos sindical e estudantil. A CSP-Conlutas Nacional participou representada pela professora Joaninha de Oliveira, da direção do Sinte-SC (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina).

Foram dois dias de muitos debates que versaram sobre a situação das lutas em todo o mundo e a semelhança dos planos de ataques aos trabalhadores em todo o mundo. Segundo a integrante da CSP-Conlutas Joaninha, as discussão nortearam não apenas sobre as reformas educacionais, mas também sobre a participação efetiva dos trabalhadores em educação e da juventude nas mobilizações. “Constatou-se que essa participação ocorre em todo o mundo. A juventude da mesma forma tem protagonizado grandes lutas, exemplo mais recente é o Chile”, relatou.

Foi definido no encontro a formação uma de Frente Sindical e política na Argentina para centralizar e unificar as lutas no país. “O encontro representou uma grande vitória, por unanimidade aprovamos a Frente Nacional de luta de educadores e juventude a princípio, com um programa estratégico e um plano de luta”, informou.

Nesse plano constam as seguintes reivindicações: não à reforma da educação; contra os planos de ajuste do governo nacional e estadual; aumento das verbas para educação; aumento salarial; verbas para educação; por um sistema único de ensino, estatal e gerenciado pelos trabalhadores; não ao pagamento da divida externa; por democracia sindical; por um sindicato autônomo; não à criminalização social e liberdade dos presos políticos.

Além disso, segundo Joaninha, muitos ativistas conheciam tanto a CSP-Conlutas quanto a Anel, o que mostra o papel internacionalista da Central. “Ativistas presentes, já conheciam nossas organizações e se mostraram bastante empolgados em vir ao congresso da CSP-Conlutas”, finalizou.
 
Fonte: Sítio da CSP-Conlutas

domingo, 11 de dezembro de 2011

Assembleia do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil da Região Metropolitana de Fortaleza

Assembleia da categoria irá definir pauta de reivindicação 2012 da construção civil

O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil da Região Metropolitana de Fortaleza (STICCRMF) irá realizar no dia 14 de dezembro de 2011, às 18 horas, na sede da entidade, localizada na Rua Agapito dos Santos, 480, Centro, a assembleia de aprovação da pauta de reivindicação da Campanha salarial 2012/2013.

A data-base da categoria é no dia 1º de março e os operários têm o desafio de discutir bandeiras de luta como a alimentação, cesta-básica, plano de saúde, valorização dos pisos, o dia da construção civil, auxilio creche, dentre outras propostas. “Queremos fazer uma grande assembleia para mostrar a patronal que esta campanha salarial terá uma mobilização maior que as outras” declarou o diretor do STICCRMF, Laercio Claiton.

Serviço:
  • Assembleia do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil da Região Metropolitana de Fortaleza (STICCRMF)
  • Local: Rua Agapito dos Santos, 480, Centro
  • Telefone: 85 – 3206.6650
Fonte: Voz do Peão

O coletivo CSP-Conlutas pela base na Educação apoia a luta dos operários da construção civil

sábado, 10 de dezembro de 2011

Em assembleia, trabalhadores do Sindiodonto do Ceará decidem por filiação à CSP-Conlutas

Trabalhadores do Sindiodonto (Sindicato dos Odontologistas do Ceará) por unanimidade decidiram em assembleia realizada no último dia 23 de novembro pela filiação do sindicato à CSP-Conlutas.

O membro do Sindiodonto, o Dr. Cláudio Ferreira iniciou a discussão sobre filiação, esclarecendo que o sindicato pode decidir, desde 2010, a qual central sindical ele quer se filiar, destacando a importância dessa filiação para as lutas dos trabalhadores.

Ele esclareceu ainda que o Sindiodonto está filiado à Federação Interestadual dos Odontologistas, que por sua vez está filiado à CUT (Central Única dos Trabalhadores), e destacou que a CUT não defende mais o interesse dos trabalhadores, e sim do Governo, nas suas três esferas.

A Dra. Valeska Camurça e a Dra. Raquel Facó destacaram o apoio incondicional que a CSP-Conlutas prestou ao Sindiodonto na greve do município de Fortaleza. Após sucessivas falas, os presentes decidiram que esta assembleia já poderia decidir sobre a filiação a uma nova central sindical. Foi aberta a votação e, por unanimidade, aprovou-se a filiação do Sindicato dos Odontologistas do Ceará à Central Sindical CSP-Conlutas.

Além da filiação, na reunião foram abordadas também as questões sobre contribuição sindical e avaliação dos movimentos grevistas dos dentistas dos municípios de Fortaleza e Caucaia.

Fonte: Sítio da CSP-Conlutas

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Sindicato dos Rodoviários Interestadual e Intermunicipais do Ceará filia-se a CSP-Conlutas

Nesta quinta-feira (8), na sede do Sindicato dos Rodoviários Interestadual e Intermunicipais do Ceará SINTETI/CE , ocorreu a assembléia geral da categoria, com a finalidade de discutir além da Campanha Salarial a desfiliação da NCST e a filiação à CSP-Conlutas.

Foi a primeira assembléia Geral da categoria para tratar sobre a nova direção, e lotou o auditório do Sindicato.

Um dos momentos mais emocionantes resgatou a historia da oposição apoiada pela CSP-Conlutas e as entidades filiadas, que, depois de muita luta, expulsou junto a categoria os pelegos ligados à nova Central Sindical.

Depois de um intenso debate sobre os desafios da campanha salarial, a categoria decidiu por unanimidade a desfiliação a NCST e a filiação a CSP- Conlutas.

Também foi deliberada a rejeição ao Banco de Horas e por este motivo foi decretado Estado de Greve.

O representante da CSP- Conlutas, Zé Batista ressaltou a importância da unidade dos trabalhadores para enfrentar os ataques dos patrões e dos Governos, agradeceu a participação das entidades presente como, C.Civil , SINTRO/CE e SINDICONFE, entre outros, por apoiarem esse nova direção. O presidente do SINTETI, Carlos Gerson, também agradeceu e pediu o apoio de todos para garantir a vitoria da campanha salarial deste ano.

Com informações de Zé Batista da Executiva da CSP-Conlutas/CE

sábado, 3 de dezembro de 2011

PARA ALÉM DAS AVALIAÇÕES

Escrito por Paulo Pio, especial para o blog

Lanche servido a 7h da manhã. Campanha de incentivo a freqüência e ao desempenho. Visita a casa dos faltosos para idenditificar a causa da ausência. Funcionários buscando alunos em suas casas para não chegarem atrasados. Entrega de lápis, caneta e borracha. Gestores presentes e sorridentes para os alunos e professores. Visita dos representantes da Secretaria de Educação. Zelo pelo silêncio no ambiente escolar.

Concordamos totalmente com as práticas citadas no parágrafo anterior. Mas, infelizmente, não as vemos acontecer diariamente nas nossas escolas públicas. A não ser que se trate do dia em que os alunos são submetidos aos testes de avaliação externa, como a Prova Brasil, a Prova PAIC e Spaece.

Como já é do conhecimento de todos, com os resultados dessas avaliações elabora-se um ranking de escolas de acordo com o desempenho dos alunos. A obsessão por aferir os resultados do ensino leva a supor que este simples ordenamento hierárquico das avaliações melhora por si mesmo o rendimento qualitativo dos estabelecimentos escolares. Nesses casos, trata-se de uma avaliação que não avalia as condições de ensino e que não envolve diretamente o corpo docente, portanto não é avaliação e sim uma simples mensuração de dados quantitativos.

Avaliações padronizadas dão uma fotografia instantânea do desempenho. Testes devem ser usados com sabedoria, apenas para dar um retrato da educação, para dar uma informação.

Quando atrela-se a qualidade da educação a um único meio avaliativo, desconsiderando todos os aspectos materiais e estruturais em que se encontram as nossas escolas, as condições de trabalho e condições sociais de nossos alunos e professores, falsifica-se a realidade, e tenta-se de forma apelativa e alienante, transferir a responsabilidade para o chão da escola. Nesse sentido, qualquer medição fica alterada quando seus meios não envolvem o fato de os ambientes estarem ou não favoráveis ao desenvolvimento da cognição humana, com recursos humanos e estruturais propícios e proprensos à aprendizagem.

A super valorização pela estratégia de avaliações tem induzido a alguns tipos de trapaças e manobras para driblar o sistema e outros tipos de esforços duvidosos para alcançar as metas estabelecidas pelas políticas públicas educacionais. Como o percentual de alunos avaliados influi no desempenho da escola, alunos que já são considerados evadidos ou transferidos são resgatados somente para participarem da avaliação. No dia seguinte, o aluno que não frenquenta, continua como antes e o transferido retorna para sua atual escola. A intensiva campanha de frequência é finalizada com a realização da prova. Absurdamente, os alunos doentes também são convocados para não se ausentarem no dia “D”. Temos presenciado inclusive o atrelamento da continuidade de recebimento de benefícios sociais com a presença do aluno no dia da aplicação da prova externa.

Isso também leva a uma redução do currículo, associado a recompensas e punições em avaliações de habilidades básicas em leitura e matemática. A divisão da responsabilidade recai principalmente sobre os ombros dos professores e alunos. A estes, são cobrados frequência e desempenho, em troca, lhes oferecem passeios e excursões. Existem municípios que premiam escolas com o 14º salário para todos os funcionários se atingirem o índice desejado. Para isso, os educadores são induzidos a encontrar um jeito de aumentar artificialmente as pontuações estipuladas. Muitos vão passar horas preparando seus alunos para responderem a esses testes, e os alunos não vão aprender os conteúdos exigidos nas disciplinas, eles vão apenas aprender a fazer essas avaliações. São realizados preparatórios super intensivos com os alunos para preencher corretamente o gabarito da prova e resolver questões semelhantes que foram aplicadas anteriormente.

O grande esforço em ensinar a responder testes, enxugar o currículo e outras maneiras de melhorar a nota das escolas, não implica melhorar a educação. Uma boa educação é muito mais que saber responder uma prova.

Uma educação ideal baseia-se em um currículo sólido, que possibilite aos alunos apreender os conceitos que os ajudam a compreender os conflitos que rodeiam a sua realidade social, que atenda as necessidades dos alunos e não seu atrelamento à preparação para o trabalho, que ultrapasse o modelo de reprodução da sociedade dominante.

Para uma boa educação exige-se a imediata implantação do piso salarial dos professores. Para uma boa educação os professores precisam de 1/3 de sua carga horária para se dedicarem ao planejamento das atividades, e os alunos precisam de merenda escolar de boa qualidade, de salas de aulas com melhores instalações físicas e de escolas com ambientes que possibilitem aos professores diversificar sua prática. Uma boa educação não se faz com a aplicação de menos de 5% do PIB, como é o caso do Brasil. Essa educação ideal é apenas possível pela aplicação de 10% do PIB para educação pública, uma educação pública de qualidade inicia-se como os trabalhadores derrotando o PNE do governo Dilma que avança na precarização do ensino público.