segunda-feira, 6 de junho de 2011

MOÇÃO DE APOIO À GREVE DOS PROFESSORES DO MUNÍCIPIO DE FORTALEZA

MOÇÃO DE SOLIDARIEDADE À GREVE DOS PROFESSORES DE FORTALEZA

A assembleia de professores da UECE, instaurada no dia 30 de maio de 2011, votou e deliberou pelo apoio aos professores do Município de Fortaleza e ao seu sindicato, o SINDIUTE, que se encontram em greve. O movimento já atravessa a sexta semana sem o devido atendimento de suas reivindicações ou sequer a instauração de negociação com a prefeita da Cidade. O fato é ainda mais grave quando se tem em consideração que a reivindicação da categoria é única e simplesmente pelo cumprimento da Lei que instituiu o Piso Salarial Nacional dos professores do ensino fundamental e médio.

Não é compreensível nem justificável que a Prefeita de Fortaleza, eleita pelo PT, vinculada historicamente aos movimentos sociais, adote tal postura de fina intransigência, desrespeitosa para com os professores desse município e para com a legislação.

Os professores da Universidade Estadual do Ceará vêm, por meio de sua assembleia, expressar sua solidariedade com os grevistas ao mesmo tempo em que exige a instauração imediata de negociação diretamente com a prefeita, secretarias e órgãos vinculados à questão. Faz gestão, ainda, ao presidente da Câmara Municipal e ao Líder do Governo na Câmara para que criem as possibilidades de mediação em nome de sua trajetória pessoal e da luta do povo trabalhador da capital cearense.

Cumprindo mandato da assembleia de professores da UECE,

Diretoria da SINDUECE (Gestão 2010-2012- Por trabalho digno, autonomia e democracia na universidade)

Fonte: Sítio do SINDIUTE

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Greve em Santa Catarina continua e recebe apoio de Amanda

Amanda participa da assembleia. 
No detalhe, professora com cartaz
A greve dos professores de Santa Catarina, aprovada em assembléia com cerca de 10 mil trabalhadores em educação, entrou na terceira semana e conta com 90% de adesão da categoria. A maior mobilização desde 1987 vem ganhando força e apoio da população e de diretores de escolas que estão aderindo à greve.

Do outro lado da trincheira está o governador Raimundo Colombo (PSD), base do governo Dilma. Ele, de forma autoritária, editou uma Medida Provisória que achataria a tabela salarial, para tentar dividir a categoria. O que foi visto como uma afronta ao magistério. Com a MP de Colombo, a carreira seria destruída, os professores que têm graduação ou pós-graduação não ganhariam nenhum centavo a mais por isso. Os professores chegaram a fazer um cortejo fúnebre do Plano de Carreira, pelas ruas do centro de Florianópolis.

Depois da apresentação dessa proposta rebaixada na semana passada, os professores ganharam mais fôlego para continuar na luta, com atos diários e criativos como a queima dos diplomas e enterro da carreira as mobilizações crescem. 

Apoio

A presença da professora Amanda Gurgel, fenômeno nacional, que tem emprestado sua voz para debater as condições humilhantes dos trabalhadores em educação no Brasil, contou com 2 mil professores que debateram e reafirmaram o entendimento de que essa é uma luta nacional. 

Amanda esteve em Santa Catarina na segunda-feira, dia 30, e falou para os 2 mil professores reunidos na Praça Ivo Campos, em frente à Assembléia Estadual de Santa Catarina. Ela fez um discurso e ainda respondeu a diversas perguntas feitas pelos grevistas, inclusive uma sobre partidos, onde falou sobre sua escolha pelo PSTU. 

A professora do Rio Grande do Norte ainda deu entrevistas para jornais locais, para a Rádio Band e jornais da RBS e Record. EM entrevista ao jornal Diário de Notícias, da Record, Amanda afirmou: “O custo de vida aqui é muito alto e eu nunca imaginaria que muitos deles ganham ainda menos do que ganhamos no RN. Mas me sinto muito orgulhosa por ver a mobilização que está sendo feita aqui. O governador deveria respeitar isso”, afirma ela.

Próximos passos

A tentativa do governador foi apelar ao governo federal, que não manifestou nenhuma ajuda para solucionar o impasse. Ao mesmo tempo em que os governos estadual e federal dizem não ter orçamento para pagar o Piso Salarial previsto por lei. No entanto, R$ 4,2 bilhões são dados aos grandes empresários como isenção fiscal para importações. Esse valor daria para pagar o piso salarial para todos os professores, em todos os níveis da carreira, por quatro anos. O que temos em Santa Catarina e no Brasil é a prioridade para os empresários em relação aos professores, priorizando os grandes lucros de poucos ao invés de uma educação de qualidade que valorize os trabalhadores.

A vitória dessa semana foi a conquista de uma mesa de negociação com o governador. A categoria vai decidir em uma assembléia estadual nos próximos dias os rumos da greve. Enquanto isso, nos manteremos na luta para, além do piso, garantir toda a pauta da greve que vai desde eleição direta para diretores, concurso público até a bandeira dos 10% do PIB para a educação.

DA REDAÇÃO, COM LUANA BONFANTE, DE FLORIANÓPOLIS (SC)
Fonte: Sítio do PSTU

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O MNCR MANIFESTA APOIO A LUTA DOS PROFESSORES DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA!


CENÁRIO NACIONAL DE LUTA E ORGANIZAÇÃO DOS PROFESSORES PELOS SEUS DIREITOS!

Já há algumas semanas, visualizamos nas ruas e até na mídia, o movimento de luta e organização dos professores das redes públicas de ensino de várias cidades e estados do país pela manutenção de seus direitos. Sabemos que a educação nunca foi prioridade em nenhum Governo no Brasil, esse descaso com adquire continuidade no governo de Dilma quando esta realiza um corte de 50 bilhões no orçamento, dentre os quais 3 bilhões são relativos à educação. Mas os ataques do governo Petista à educação não se resumem meramente ao corte orçamentário, basta observar que o Plano Nacional de Educação (PNE) segue a mesma linha de descaso ao lançar para 10 anos a meta do PIB de 7% para a educação prosseguindo com as estratégias de privatização do setor. Contudo, reivindicamos 10% do PIB para educação já!
Assim, percebemos que NÃO são os governos, mas SIM os PROFESSORES, os maiores defensores do ensino público, pois estes estão diariamente em sala de aula sofrendo com baixos salários, com a falta de estrutura e materiais de trabalho, com a truculência dos diretores e como se já não fosse muito, ainda tem que ver o que lhes é garantido por lei não ser atendido. Com base nessa negligência proposital dos Governos em insistirem em não priorizar a educação, o movimento de professores vem deflagrando GREVES por vários estados do Brasil, alguns destes: Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Porto Alegre, Fortaleza, entre outros. Para fortalecer a luta dos professores a unidade é essencial. Com isso, realizamos um chamado para que os professores do estado do Ceará venham se somar a greve dos professores do município de Fortaleza, pois a sua luta também é a luta dos professores do Estado.
Em Fortaleza, os professores municipais deflagraram a GREVE GERAL no dia 26 de abril, chegando a um mês de incansáveis comandos de greve, assembléias, atos, ocupação da câmara e muita disposição para dar continuidade a luta organizada.
Contudo, a Prefeita Luizianne se nega a atender as reivindicações dos professores, e tenta realizar um sério ataque as suas condições de vida ao arquitetar um projeto de alteração do PCCS que rebaixa os ganhos do professor em nível graduado previsto na referida lei, aprovado pela mesma prefeita, que de um ganho de 24% sobre o vencimento do nível médio passa a ser de apenas 7%. Isso, diante dos valores salariais, significa um ganho real imediato de apenas 2% aos professores com graduação e impede a progressão dos professores com nível médio para o nível de graduado. Essa Mensagem, de fato, pretende destruir o PCCS e dividir a carreira!
Diante disso, no dia 25 de maio os professores ocuparam a Câmara Municipal de Fortaleza na tentativa de impedir a votação na plenária da mensagem ilegal e imoral encaminhada pela prefeita.

COM MUITA GARRA, OS PROFESSORES CONSEGUIRAM SUSPENDER A VOTAÇÃO DA MENSAGEM NESTE DIA!

OS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR SÃO DESVALORIZADOS!

A realidade da educação pública marcada pelas péssimas condições de trabalho atinge a alunos e aos professores em suas diversas áreas. Tal realidade não é diferente quando observamos o cotidiano do professor de educação física nas escolas públicas que é marcada pela constante inexistência de livro didático para a socialização teórica dos conteúdos, estrutura inadequada para execução das atividades didáticas, as condições estruturais precárias como a falta de bolas, de quadras esportivas em condições adequadas para as atividades práticas, o desvio de funções que distancia o professor das atividades próprias da disciplina, a ausência de tempo para planejamento, as aulas com turmas super lotadas, a desconsideração da educação física como componente curricular obrigatório da escola, a retirada da disciplina da grade curricular e etc. Essas são as questões que permeiam a realidade da educação física, que se somam aos problemas mais gerais do salário rebaixado para os docentes do magistério e a ausência de espaços para a formação continuada.
Por conta dos baixos salários destinados aos professores da escola pública muitos de nós professores de educação física somos obrigados a trabalhar fora do espaço escolar para adquirirmos uma renda mínima que possa suprir a nossas necessidades básicas. De forma que além das duas jornadas de trabalho na escola somos obrigados a uma terceira jornada de trabalho em atividades fora da escola marcada muitas vezes pela lógica de prestação de serviços onde a informalidade impera, concretizando assim a caça a direitos básicos garantidos pela CLT. São por essas razões que a educação física precisa unir forças na luta pelo piso salarial com os professores do estado e prefeitura, pois é somente na luta coletiva com os trabalhadores da educação que nós professores de educação física iremos mudar essa realidade de negação de nossos direitos por parte dos governos.

O CREF NÃO REPRESENTA OS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA!!!!

Muitos professores de educação física depositam suas esperanças de melhoria de vida na atuação do sistema CONFEF/CREF’s. Ao agir dessa forma acabamos por entender o conselho profissional enquanto uma instituição que surge para defender e apoiar as luta dos trabalhadores da educação física. Tal compreensão, equivocada, sobre as funções do CONFEF/CREF’s foram por muito disseminadas pelos seus próprios conselheiros enquanto estratégia de sua consolidação como representantes legítimos da categoria.
Mas a verdade é que esse conselho nunca lutou em favor dos professores de educação física, mas pelo contrário, esse conselho tem efetivado um desserviço à luta dos trabalhadores quando fragiliza a sua luta a partir de intervenções que nos dividem aos criar duas titulações (bacharel e licenciado) e ao nos dividir enquanto professores com a criação do chamado “profissional” de educação física. E sua intervenção apenas reduz nossas condições de vida, quando diante dos péssimos salários com os quais sobrevivemos ainda nos impõe um custo de uma filiação por demais onerosa para podermos exercer a nossa profissão, perpassando a cobrança do referido registro profissional inclusive em alguns municípios de nosso estado para atuação na escola, o que é ilegal.
Diante desse fato, podemos afirmar categoricamente que o sistema CONFEF/CREF’s não representa os nossos interesses enquanto trabalhadores da educação e é incapaz de levar a diante a nossa luta. Quem representa o trabalhador da educação é seu sindicato. E nesse momento é necessário que os professores de educação física se organizem e participem efetivamente da luta que se trava pela aplicação de nossos direitos, e que possamos, também, construir uma pauta de reivindicações especificas à realidade da educação física.
Nós do MNCR convidamos os professores de educação física a construir a nossa luta em conjunto com os demais trabalhadores da educação na CSP Conlutas pela base na Educação, espaço de organização de base que verificamos a primazia pela democracia.

- Implantação imediata do Piso Salarial
- 1/3 para planejamento
- Unificação da luta estado e município                                                                 
- Valorização do professor de educação física
- Professor de Educação Física Sim, recreador NÃO!!!
- Não ao desvio de funções
- Garantia das aulas de educação física na escola
- Condições de estrutura adequadas para as aulas de educação física
- Educação Física como componente curricular obrigatório
- Pelo fim do assédio moral contra os professores de educação física e de todos os professores
           
VAMOS PARA LUTA PROFESSORES! NÃO VAMOS MAIS DEIXAR QUE NOS TRATEM COMO BOBOS DA CORTE DA ESCOLA!

CSP Conlutas pela base na educação - Próxima reunião: 18 de junho (sábado), às 15h no Sindicato dos Rodoviários (SINTRO) – Av. Tristão Gonçalves, 1380 – Centro (em frente ao Hospital SOS); Contato: 3206 6650 / Félix: 88003795.
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