quarta-feira, 16 de março de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
Segue texto extraído da convocatória nacional disponibilizada para a rede via e-mail. Abaixo segue também a programação nos estados.
Somos todas mulheres em luta: Contra o Machismo e a Exploração! Em defesa da Mulher Trabalhadora
Em 1910, a socialista alemã Clara Zetkin propôs na 2ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas a criação do Dia Internacional da Mulher, em homenagem às 129 operárias da fábrica Cotton (EUA) assassinadas por reivindicar direitos, em 1857. A data ganhou importância em todo o mundo principalmente após o dia 8 de março de 1917, quando as trabalhadoras russas saíram às ruas e precipitaram as ações da revolução socilaista.
No mês de março, nós mulheres trabalhadoras estamos nas ruas, nas escolas, nas fábricas lutando contra o machismo e a exploração capitalista que atinge de forma mais cruel as mulheres trabalhadoras.
Nossa luta é todo dia. Em 2011, pela primeira vez na história do Brasil, uma mulher assumiu a presidência do país. Junto com ela, o maior número de ministras mulheres. Isso não é um fato menor no maior país católico do mundo, onde a cada duas horas a violência machista mata uma mulher.
Um país em que elas são a maioria da população, estudam em média mais que os homens, mas ainda ocupam as profissões menos remuneradas e chegam a ganhar até 30% menos para fazer o mesmo trabalho.
Ao assumir o governo, Dilma garantiu aos seus pares um aumento significativo nos salários (62%), inclusive ao dela (132%). Enquanto isso, o salário mínimo teve aumento de apenas R$ 35. Um ataque direto às mulheres, que dentre os que recebem o mínimo representam 53%.
É preciso que sigamos, enquanto mulheres e trabalhadoras, reafirmando a necessidade de que nossas bandeiras feministas históricas seguem sendo nosso combustível para organização e luta das mulheres. Este novo governo nada de novo representa para as mulheres trabalhadoras. Já na campanha eleitoral representou um retrocesso em relação a uma reivindicação histórica das mulheres que é a legalização do aborto. Nossa luta pela libertação das mulheres segue e só poderá ser vitoriosa com o fim desse sistema de opressão e exploração em que vivemos. Não basta ser mulher para fazer avançar os direitos das trabalhadoras, é preciso ser classista e feminista.
Por isso, nossa luta precisa seguir e se fortalecer, nesse dia internacional das mulheres e em todos os dias de nossas vidas.
Construiremos atos unitários por todo país, em base a um programa antigovernista, que exija o reajuste imediato do salário mínimo para as mulheres e homens da classe trabalhadora, igual ao dos deputados, o direito às creches e licença maternidade ampliada, que exija a legalização do aborto já e o fim da violência.
• Aumento de 62% do salário mínimo, o mesmo dos deputados!Pelo piso do Dieese;
• Anticoncepcionais para não abortar. Aborto legal, seguro e gratuito para não morrer!
• Direito à maternidade: a) licença-maternidade de 6 meses para todas as trabalhadoras e estudantes, rumo a 1 ano; b) creche gratuitas e em período integral para todos os filhos da classe trabalhadora;
• Pelo fim da violência contra a mulher! Aplicação e ampliação da Lei Maria da Penha!
Construção de Casas-abrigo! Punição aos agressores!
• Pelo fim da ocupação militar no Haiti. Fora as tropas brasileiras!
• Solidariedade e apoio às revoluções árabes.
Segue a programação de alguns estados que foi encaminhada pelas regionais. Envie a sua!
Brasília
No dia 8 de março - Será no bloco do Pacotão, que sai às ruas todos os anos com um tema político. Esse ano o tema será a revolução árabe. As mulheres da CSP-CONLUTAS estarão presentes.
Rio de Janeiro
- Dia 8 de março (terça de carnaval): participaremos do bloco ”Maria vem com as outras”.
- Dia 17 de março: panfletagem na central do Brasil, às 16h.
- Dia 22 de março: Pré-lançamento do Fórum estadual de luta contra a violência à mulher.
São Paulo
Dia 12 de março - Ato com concentração às 9h, em frente à Igreja da Consolação, altura do n° 605 - Centro São Paulo.
Pará
Dia 12 de março - Palestra: "8 de março: Contra o machismo e a exploração; em defesa da mulher trabalhadora"
Local: Acampamento do MTST/ Estrada do Outeiro.
Horário: 9h
Piauí
No dia 1 de março - Ato em frente ao IPMT (protesto sobre a retirada
da licença-maternidade na contagem para aposentadoria pela Prefeitura de
Teresina)
Horário: 7h
Debate: contra o machismo e a violência à mulher trabalhadora!
Horário: 18h
Dia 5 de Março - Participação no Bloco Sanatório Geral com uma coluna
Maranhão
Dia 4 de março (sexta-feira) - Ato de Lançamento e Festa do Bloco na Sede Recreativa do Sindicato dos Bancários - Turu São Luís-MA, a partir das 19 horas, com animação da cantora Tássia Campos e Banda.
Dia 8 de março (terça-feira) - Desfile na Passarela do Samba. Fantasiadas e fantasiados com abadás, bandeiras, faixas e estandarte denunciando a violência contra a Mulher e a situação da Mulher Trabalhadora, solidariedade às Mulheres Haitianas e do Oriente Médio.
Minas Gerais
Dia 11 de março - Ato unitário em comemoração ao Mês da Mulher, onde a pauta será: combate à violência contra as mulheres e luta pelo direito à moradia.
Dia 12 de março – Esta data será dedicada a formação de mulheres trabalhadoras da saúde. Haverá debate como a crise econômica afeta principalmente as mulheres no País e no mundo, bem como a necessidade de organização e resistência contra as retiradas de direitos e a mulher negra. Estarão presentes palestrantes do ILAESE, MML e QUILOMBO RAÇA E CLASSE, podendo haver ainda um espetáculo teatral especial de comemoração ao Dia da Mulher.
Fonte: Sítio da CSP-CONLUTAS
Nesse mês de março as mulheres saem às ruas em defesa de seus direitos
No mês de março as mulheres trabalhadoras estarão nas ruas, nas escolas, nas fábricas lutando contra o machismo e a exploração capitalista que atinge de forma mais cruel às mulheres trabalhadoras.
O setorial de mulheres da CSP-Conlutas, nesse mês irá organizar nos estados, municípios um calendário de atividades com atos a serem realizados na semana do dia 8 de março, bem como, debates e palestras nas entidades.
A representante do Movimento Mulheres em Luta e também membro da Secretaria Executiva da CSP-Conlutas, Janaína Rodrigues, em entrevista dada à Central, falou sobre as perspectivas para esse 8 de Março e os desafios das mulheres trabalhadores nesse ano de 2011.
O dia internacional da mulher nesse ano de 2011, será no feriado de carnaval, diante desse fato, como estão os preparativos para as manifestações do 8 de Março nos estados?
Janaína - É a segunda vez, nos 101 anos do 8 de Março, que a data coincide com o carnaval. Nem por isso vamos deixar de fazer o ato político. Em alguns estados onde há tradição de blocos reivindicatórios de rua, como Rio de Janeiro, Brasília e Maranhão vamos participar com nossas bandeiras. Onde há tradição de blocos de sindicatos, como é o caso de São José dos Campos, também. A data do ato político nacional será dia 12 de março. Queremos que o mês de março esteja voltado ao tema, por isso, em nossas entidades haverá atividades de formação, debate e ação frente ao tema. O calendário pode ser acompanhado por nosso site.
Em São Paulo e nos estados esses atos ocorrerão em unidade com outros setores?
Janaína - Estamos para completar três meses do governo da primeira mulher à presidência da república e já assistimos medidas que afetam e prejudicam diretamente as mulheres, tais como o irrisório aumento do salário mínimo, o anúncio de cortes no orçamento, o aumento dos parlamentares e outros. Isso nos diz que é necessário termos um movimento forte para barrar essas ações, que devem seguir. Nesse caso, a unidade na ação com todos os setores que querem luta é fundamental. Por isso, estamos indo para um ato unitário em vários locais do país, inclusive em São Paulo. Achamos importante marchar junto, mas com nossas bandeiras e reivindicando a independência do movimento. Em cada ato, vamos organizar uma coluna de mulheres classistas e anti-governista.
O Dieese divulgou uma pesquisa dizendo que as mulheres ganham 76% a menos do que os homens, em sua opinião esse desigualdade ocorre por qual motivo?
Janaína - Esse dado é muito interessante porque há uma idéia de senso-comum que as mulheres já atingiram a plena igualdade, uma grande mentira. Quando comparamos o tema do salário vemos claramente como o sistema capitalista se apropria das diferenças sexuais, transforma-as em desigualdades e as utiliza para justificar a exploração e a opressão. Faz isso porque a mão de obra feminina, ao ficar mais barata, amplia a exploração e ajuda a regular o preço da mão de obra no geral, contribuindo para o aumento do lucro dos patrões.
Por que a Lei Maria da Penha precisa ser aperfeiçoada?
Janaína - Nenhuma lei é suficiente para resolver um problema estrutural. Para avançarmos na luta contra o machismo e pela valorização da mulher temos de lutar pelo fim da sociedade de classes. A Lei Maria da Penha é uma lei que já nasceu incompleta e insuficiente e até com pouca aplicabilidade porque não prevê gastos para sua implementação, também não pune devidamente os agressores e não prevê construção de casas-abrigo para as mulheres. Se você compara a Lei com a legislação penal anterior, é possível dizer que houve uma importante adequação dos crimes contra a violência à mulher que não existiam antes da Maria da Penha. Agora, se você passar uma régua e olhar as estatísticas verá que a Lei não está sendo aplicada e mesmo que fosse seria insuficiente. Então, nossa luta é para que ela seja aplicada, mas principalmente, que ela seja ampliada. Afinal, a violência está matando as mulheres.
Por que, mesmo tendo uma mulher como presidente, as mulheres brasileiras têm que continuar lutando?
Janaína - Da mesma maneira que um operário, como foi Lula, não atendeu aos trabalhadores, uma mulher, por sua condição de mulher, também não atenderá as mulheres somente por sua condição de gênero. O que diferencia um governante é a condição de classe. Dilma, apesar da intensa propaganda de mídia, não governa para os trabalhadores/as. E, mesmo que assim o fizessem, teríamos de seguir lutando, porque para dar fim ao machismo é necessário construir uma sociedade socialista.
Quais os principais desafios das mulheres nesse ano de 2011?
Janaína - É, primeiramente, desmistificar a idéia de que uma presidenta pode resolver nossa situação, explicando todos os dias, pacientemente, a todos os trabalhadores. A segunda é seguir com nossas bandeiras, sempre firmes, com independência e pautadas no classismo. Nesse sentido, nossas principais bandeiras são: o aumento dos salários, pelo piso do DIEESE (R$ 2.227), a luta contra a violência à mulher, pois no país a cada dois minutos cinco são agredidas e cada duas horas uma é morta, pela construção de creches públicas e gratuitas em período integral, pela licença-maternidade de 6 meses, rumo a um ano, sem isenção fiscal, e pela legalização do aborto.
Janaína Rodrigues, da executiva da CSP-CONLUTAS e do Movimento Mulheres em Luta.
sexta-feira, 4 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
Nota da Anel de apoio à greve dos professores da rede pública estadual do Maranhão
Há mais de 40 anos o Estado do Maranhão está mergulhado numa oligarquia que aprofunda as desigualdades sociais, desmonta a educação pública, precariza os serviços de saúde, aumenta a pobreza e ataca os direitos trabalhistas dos servidores públicos estaduais.
Todas essas informações são reafirmadas quando no ano passado foi divulgado que temos uns dos piores IDH’s do país. Imagem que é retratada em seus municípios, no déficit habitacional, nas precárias condições de vida e saneamento básico. Tudo isso é o retrato do que parece uma “indestrutível” oligarquia sustentada em pilares históricos do coronelismo que ainda se alastra pelo país.
Numa breve perspectiva à disputa do governo do estado, a Governadora Roseana Sarney, falou que iria revolucionar a educação no Maranhão. Que revolução seria essa?
O estado apresenta um déficit de professores, desvalorização salarial, precárias condições de escolas nas cidades do interior e da capital, ausência de escolas em muitas cidades maranhenses. Será que iria transformar esse quadro calamitoso?
A resposta é bem clara, não! É por esse e inúmeros outros motivos que professoras e professores se levantam e vão às ruas para mais uma vez protestar. No Estado, assim como no país, educação não é prioridade, por isso não se investe recursos públicos na mesma.
As professoras e professores do Estado do Maranhão tem um histórico de muitas lutas e mobilizações contra o processo de precarização da educação e do trabalho do professor que já se alastra ao longo desta oligarquia Sarney e esse ano não vai ser diferente.
Nós, estudantes livres, da ANEL-MA nós manifestamos e apoiamos o processo de greve, bem como suas pautas, e reforçamos que a educação do povo maranhense não deve ser sucateada nem muito menos o trabalho árduo de nossos educadores.
Esse ano será de muitas mobilizações das trabalhadoras e trabalhadores em todo o país na luta e resistência contra os ataques à aposentadoria e aos direitos trabalhistas dos Governos Dilma e Roseana.
Somente esses processos de mobilização e levante dos trabalhadores e trabalhadoras podem revolucionar a situação em que nos encontramos. Resistam trabalhadores!
Não à precarização do trabalho do professor e da educação no estado do Maranhão e no Brasil!
#ForaRoseanaSarney !
Fora oligarquia Sarney!
Troque 1 deputado por 344 professores!
Assembléia Nacional de Estudantes - Livre Maranhão
Rumo ao 1º Congresso da ANEL
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